Tenho blog desde antes de fazerem tese sobre o assunto. Desde que ter blog era ter Twitter hoje ou seja lá qual a nova moda da Internet. Blog é um meio de publicação. Não é um "diário virtual", como a imprensa babaca os definiu. Depois começou a ter blog de tudo, blog de jornalista para escrever "em off", de "artistas", candidatos, etc, etc.
O meu, como a maioria dos blogs que leio, é um blog pessoal. Falo de mim porque sou a única coisa que conheço bem. Há até uma categoria pra este tipo de blog, que eu pessoalmente acho o fim da picada: chamam-nos de "blogs confessionais". Bem, que blog não é confessional? Talvez os de partidos ou candidatos, porque são mantidos pelos assessores. Fora isso, todos são confessionais, principalmente os de jornalistas metidos a espertinhos e que têm sempre a última palavra a dar sobre tudo.
Enfim, eu tenho blog há anos. E como a gente só aprende as coisas na porrada, eu aprendi que não deveria dar nomes aos bois, que não deveria expor tanto a minha vida, principalmente quando as coisas que conto na Internet envolvem outras pessoas. Mas, principalmente, eu aprendi que quando você tem blog você não tem o menor controle sobre o que escreve. Nem sobre quem lê. Por isso é preciso pensar duas vezes antes de publicar.
Eu aprendi que as pessoas lêem e ficam magoadas. E muitas vezes nem é porque você escreveu algo diretamente pra quem lê, mas que na ânsia de emitir seus juízos implacáveis e sua opinião sarcástica você simplesmente não considerou que um alguém que lhe quer bem poderia se ofender. Algumas pessoas deixam comentários desaforados, outras não dizem nada. Eu tô na fase de não dizer mais nada e simplesmente ficar decepcionada.
Who is the Dreamer?
Há um mês