segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Cada um tem a popularidade que merece
Isso me lembra que quando eu estava na escola, todo mundo queria fazer trabalho comigo. Nesse momento eu era popular entre os vagabundos-porém-inteligentes do fundão, os burrinhos-esforçados do meio da classe e os nerds-boys-puxa-sacos que sentavam na frente. Com esses eu não me juntava nunca, porque detestava aquela atitude de filhos dos donos do mundo que já estudavam pro vestibular quando estavam na oitava série, mas eram burros, só sabiam o que a escola ensinava e mais nada. Não liam nada, não pensavam nada, um nojo. A maioria dessas pessoas está gorda, casada e cheia de filhos, porque pra eles a vida é assim mesmo, é o curso natural das coisas. Eca.
Aí eu mudei de escola e teve uma época que me ofereciam dinheiro ou coisas em troca de minha parceria nos estudos. Aí eu percebi que pouca gente gostava mesmo de mim mesmo, me irritei e comecei a pedir aos professores para passarem prova, porque na prova quem sabe, sabe e acabou. Aí as pessoas se sentiram à vontade pra dizer que eu era uma vaca arrogante, entre outras coisas. Bom, eu era mesmo.
Vejam como são as coisas. Eu faço análise há mil anos e é justamente uma chamada de capa de uma revista adolescente que me faz perceber a criatura antipática que eu era. Ainda bem que fiz um curso de simpatia no Senac e agora sou amada por todos, haha.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Trabalho, trabalho novo
Não. Se dependesse de mim, jamais teria um emprego novamente. Não me importo em ter uma carreira bem sucedida ou ser produtiva. Às vezes penso nisso apenas porque, sendo bolsista, ganho muito pouco, mas sei que isso se deve à matemática do mercado. Você vende seu tempo livre em troca de mais dinheiro. Eu vendo uma pequena parcela do meu tempo. Sim, pesquisa é trabalho, mas não se compara a um trabalho de escritório.
Meus amigos que trabalham 14 horas por dia têm muito mais dinheiro que eu e viajam para a Europa nas férias, enquanto eu tenho que juntar as moedas para ir pra Caxambu, num congresso, uma vez por ano. Porém, eu posso me dar ao luxo de ir ao cinema quarta-feira à tarde ou tomar sol numa quinta de manhã. O pouco dinheiro que ganho me proporciona essa tranqüilidade e estou muito feliz assim. O que eu queria mesmo era ser bolsista para sempre. Mas uma hora isso acaba. No meu caso, eu tenho mais quatro meses de vida boa. E ou dizer: estou apavorada.
Decidi ser jornalista porque trabalharia escrevendo. Desde os 12 anos eu ouço que sou boa nisso, então a escolha mais lógica seria trabalhar com algo que utilizasse essa habilidade. Meus colegas de academia elogiam meu texto acadêmico acrescentando que é evidente que eu tive uma “formação jornalística”. Eu me sinto lisonjeada e acho engraçado, porque a faculdade de comunicação me deu amigos, capacidade de jogar bilhar e um diploma. Mas ao mesmo tempo isso me entristece.
Seja no jornalismo, seja na academia, eu uso a minha habilidade pra outro fim que não é ela mesma e isso faz com que eu me sinta desperdiçando-o. Porque hoje eu tenho bastante consciência de que posso vir a ser uma jornalista ou uma intelectual competente, mas não está no meu sangue. O que realmente me move nessas atividades é que, depois de toda a agitação das redações ou dos quilos de livros que eu preciso ler para elaborar minha dissertação, haverá uma hora em que eu me sentarei diante do computador e meus dedos deslizarão pelo teclado e eu verei o texto se compor na tela. Nesse momento eu sinto o verdadeiro prazer do trabalho. É a hora que minhas inseguranças ficam de lado. Não penso se meu lead está bom, se eu entendi direito o conceito do autor. Tudo que consigo pensar enquanto escrevo é “puxa, eu sei fazer isso!”.
É aí que chegamos na eterna encruzilhada dessa minha vida de retinas tão fatigadas: se eu preciso escrever para viver, como viver de escrever? Há um tempo atrás eu saí cuspindo no jornalismo, dizendo que não queria saber mais disso, que meu negócio era a carreira acadêmica. Bem, todos que me conhecem sabem que de vez em quando eu fico obcecada com alguma coisa. Eu adoro fazer mestrado, quero continuar estudando, do mesmo jeito que um dia fui apaixonada pela reportagem. O problema não é o jornalismo, o problema não é a academia. O problema sou eu, que só fico plenamente satisfeita quando consigo ficar imersa no meu próprio caos, porque é isso que alimenta a criação.
Não, eu não consigo “tirar uma horinha do dia” pra escrever. Isso não é academia, não funciona assim. É uma avalanche de pensamentos, parágrafos que surgem inteiros na cabeça e uma sensação de que se não escrever enlouquecerei. No fundo acho que meu apreço pela academia se deve ao fato de não me exigirem tarefas imediatas. Lá as pessoas entendem que as idéias precisam de tempo, precisam decantar. Agora com o fim do mestrado se aproximando, não tenho outra alternativa a não ser procurar um emprego.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Sapato nele!
Fica a pergunta: será que na próxima Júnior vai cantar, parodiando a música do SPC: "toda vez que eu chego no Iraque, o sapato do repórter voa na minha cara..."?
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Ops, Britney, did it again!
Mas não é por isso que eu gosto dela. Eu gosto da peruagem e do glamour. Das roupas absurdas, dos clipes, da coreografia, dos pops descartáveis, tudo. Acho ela ótima e espero do fundo do meu coração de perua que ela seja a próxima Madonna. Inclusive a rainha-mãe já reconhece isso e tem dado a maior força. Mas diz se não é verdade que músicas como Toxic são perfeitas pra liberar a vadia que existe dentro de cada um de nós? E agora que ela deu a volta por cima e está de novo linda, loira e magra, eu fico ainda mais passada. Taí a Britney para mostrar que você pode se estragar bastante e embarangar muito, mas sempre é possível dar a volta por cima. É claro que ajuda se você tiver muito dinheiro como ela, mas se eu que sou pobre estou conseguindo, então todo mundo pode.
E vamos pra esteira ouvindo Womanizer! Ui!
